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Imigrando com seu pet

Imigrar com pets pode parecer complicado, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. Seguindo as orientações abaixo dá prá trazer os companheiros de quatro patas e curtir bastante com eles por aqui.

Primeiras providências

Quem vai viajar com animais de estimação precisa, antes de qualquer coisa, verificar junto à companhia aérea as tarifas e normas para embarque. Animais de pequeno porte podem viajar dentro da cabine, acomodados aos pés do passageiro e animais de grande porte no compartimento de bagagem. Cada vôo tem um limite para transporte de animais, portanto quem vai trazer o pet deve comprar as passagens e entrar em contato com a companhia aérea para reservar o lugar do animalzinho o quanto antes.

O passo seguinte é verificar no portal do Ministério da Agricultura a documentação necessária para sair do país com o animal. Nesse portal é possível encontrar e baixar os formulários, lista de documentos e modelos de declarações exigidas por cada país. A equipe dos aeroportos é preparada para tirar dúvidas e é sempre muito atenciosa, após ler as orientações caso surja qualquer dúvida basta ligar e bater um papo prá não correr nenhum risco de esquecer algum documento. O link com informações é o http://www.agricultura.gov.br/assuntos/vigilancia-agropecuaria/animais-estimacao/sair-do-brasil/sair-do-brasil

Com toda a documentação reunida é necessário marcar um horário e comparecer pessoalmente no escritório do Ministério da Agricultura para emitir a autorização de viagem. Essa visita é agendada por telefone e NÃO É NECESSÁRIO LEVAR O PET.

 

Preparo antes do vôo

Além de vacinas e documentação existem algumas medidas que podem ser tomadas para reduzir o stress do pet e dos donos.

Reduzir os snacks e alimentos que não sejam ração pelo menos trinta dias antes da viagem facilitará a adaptação do animal durante a viagem e quando chegar aqui. Se o seu pet faz uso de algum medicamento é importante trazer a quantidade necessária para as primeiras semanas e se informar com o veterinário qual é o medicamento correspondente por aqui. Falando em veterinário, é esse profissional que deve orientar sobre a utilização de calmantes durante o vôo e essa medida não deve ser tomada sem a recomendação profissional já que fatores como altitude e pressurização de cabine podem afetar o efeito do medicamento.

Por último sugerimos que o transporte a ser utilizado para a viagem fique disponível no ambiente do animal entre 15 a 30 dias antes do vôo, dessa forma ele poderá se familiarizar com o mesmo antes da viagem.

Dia do vôo

Para o grande dia algumas providências na bagagem de mão podem ser bem úteis.

  • Dois saches de ração úmida para serem oferecidos no tempo da conexão entre vôos;
  • Dois ou três tapetes higiênicos;
  • Potinho para água e comida;
  • Manta (cobertor).

Cães podem transitar no aeroporto desde que estejam sempre na guia. Gatos podem transitar na guia também e mesmo que seu felino não seja adepto a passeios nós recomendamos o uso de peitoral e guia para a viagem, pois facilita na hora de tirá-los do transporte para a inspeção na imigração, quando eles devem passar pelo detector de metais no colo do dono.  Além disso eles podem até ficar no colo na sala de embarque e a guia dará a segurança de que eles não fugirão.

Pode parecer absurdo pensar que o animal vai ficar horas durante o vôo sem água e comida, mas é o melhor para evitar enjôos. Mesmo que o animalzinho seja peludo nós recomendamos sempre uma manta dentro do transporte para reduzir o desconforto devido ao medo e à baixa temperatura durante o vôo.

Chegada

Pronto, o pior já passou, mas antes de sair do aeroporto é necessária a inspeção final. Depois de pegar as bagagens os donos e os pets são encaminhados para a inspeção por um agente especial do aeroporto que irá verificar a documentação e poderá pedir para ver o animal fora do transporte. Também será necessário o pagamento de uma taxa de aproximadamente C$30,00 por animal.

 

É muito caro manter um animal de estimação no Canadá?

Canadenses amam animais e se preocupam em mantê-los saudáveis e evitando perturbar os demais. Existe uma série de normas de conduta que devem ser observadas, além dos cuidados básicos com veterinário, alimentação e taxa de cadastro.

A taxa para licença anual vigente em 2018 para a cidade de Calgary é de C$64,00 para cães não castrados e C$39,00 para castrados. Já para os felinos a taxa é de C$18,00 para castrados e C$37,00 para não castrados.

Uma observação importante: Caso os animais incomodem os vizinhos com barulho em excesso ou comportamento agressivo eles podem ser denunciados para o conselho comunitário e serão registrados como “animal inconveniente” ou “animal perigoso”, o que fica no registro fixo do animal e do dono, dificultando aluguel de imóveis e aumentando o valor da taxa de licença anual para mais de cem dólares, no mínimo. De forma a evitar esse inconveniente recomendamos coleira ou dispositivos anti-latidos e lembramos que ao passear na rua os animais devem estar sempre sendo conduzidos com guias.

Para finalizar ressaltamos que existem diversos dog parks na cidade onde os cães podem correr e brincar soltos em segurança; consultas veterinárias giram em torno de C$75,00 a C$100,00 e o valor aumenta conforme o tratamento a ser feito, como no Brasil; banho e tosa para animais de pequeno porte ficam entre C$50,00 a C$100,00 e o preço das rações varia conforme a marca, mas caso queiram ter uma ideia dêem uma olhada no site do Wall Mart (https://www.walmart.ca) e da Pet Smart. (www.petsmart.ca).

Por Lia Pereira.

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